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Evangelização Infantil - Toda Segunda-feira às 19h30m.

A Juventude Espírita Maria de Nazaré - Todo sábado de 17h às 18h30m.

terça-feira, 19 de março de 2013

19/03 - Frase do dia

Com Jesus, no entanto, a religião, como sistema educativo, alcança eminência inimaginável. Nem templos de pedra, nem rituais. Nem hierarquias efêmeras, nem avanço ao poder humano.

Da obra Evolução em Dois Mundos
Pelo espírito André Luiz. Francisco C. Xavier e Waldo Vieira

segunda-feira, 18 de março de 2013

18/03 - Frase do dia

Lembremo-nos, assim, de que, nas concessões da Providência Divina, o nosso mais precioso lugar de trabalho chama-se “aqui” e o nosso melhor tempo chama-se “agora”.

Da obra Coragem
Pelo espírito André Luiz. Francisco C. Xavier

domingo, 17 de março de 2013

17/03 - Frase do dia

Desvencilha-te do orgulho. Não te deixes enlear por esse sentimento que te faz descer aos últimos degraus quando pensas ser melhor do que o teu irmão.  


Da obra Meditações Diárias

Pelo espírito Irmã Scheilla. Wellerson Santos

sábado, 16 de março de 2013

16/03 - Frase do dia

Observai os modelos de decadência intelectual e refleti com serenidade na paz que desejais intimamente, isso constituirá um auxílio forte, em favor da extinção dos desvios da inteligência.

Da obra Caminho, Verdade e Vida
Pelo espírito Emmanuel. Francisco C. Xavier

sexta-feira, 15 de março de 2013

15/03 - Frase do dia

Muita gente se desanima e prefere estacionar séculos a fio, nos labirintos da inferioridade; todavia, os bons trabalhadores sabem perseverar, até atingirem as finalidades divinas do caminho terrestre, continuando em trajetória sublime para a perfeição.

Da obra Pão Nosso
Pelo  espírito Emmanuel. Francisco C. Xavier

quinta-feira, 14 de março de 2013

14/03 - Frase do dia

A providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Ele está em toda parte, tudo vê, a tudo preside, mesmo às coisas mais mínimas. É nisto que consiste a ação providencial.

De A Gênese

quarta-feira, 13 de março de 2013

Roustaing e Ubaldi: Uma Estranha União de Forças Cismáticas


O Roustainguismo, também conhecido como Rustenismo, é a maior chaga do movimento espírita brasileiro. Verdadeiro "espinho na carne" do movimento espírita, essa mistificação é literalmente o “joio” difícil de ser extirpado do seio dos grupos espíritas. Trata-se do movimento dos adeptos da obra “Os Quatro Evangelhos”, organizada pelo advogado francês J. B. Roustaing.

O Ubaldismo é o movimento de adeptos das obras de Pietro Ubaldi, médium e escritor italiano que, ao radicar-se no Brasil, ganhou notoriedade dentro de ambientes espiritualistas brasileiros, inclusive, dentro do movimento espírita.

Curiosamente, um esforço de união entre as dissidências roustainguista e ubaldista em uma espécie de processo cismático único tem sido constatado em algumas regiões brasileiras.

O Ubaldismo seria, em alguns aspectos, uma nova edição do Roustainguismo. De fato, trata-se de obra sem o respaldo da “Universalidade do Ensino dos Espíritos”. Ubaldi, tal como Roustaing, defende a existência da “Queda espiritual”, implicando que a Reencarnação seria uma espécie de “Castigo Divino”, a priori dispensável, se o ser espiritual cumprisse suas “metas” de evolução e comportamento adequadamente. Ressalta-se que esse ensino é uma das maiores discordâncias de Roustaing em relação a Kardec. Assim sendo, a tentativa de união entre Roustaing e Ubaldi é respaldada em um conceito claramente oposto à Codificação.

De fato, o Ubaldismo, como um tipo de “Roustainguismo repaginado”, também atraiu muitos espiritualistas pelo Brasil, tornando-se mais uma fonte de confusão em nosso movimento. Neste contexto, em determinado momento, os Roustainguistas  viram em Ubaldi uma “tábua de salvação”, visto que os absurdos de Roustaing estavam muito mais evidenciados e discutidos do que os de Ubaldi, uma vez que as obras anti-doutrinárias de Roustaing geraram mais adeptos dentro do movimento espírita brasileiro do que os livros de escritor italiano. Além disso, a obra de Roustaing é mais antiga, contemporânea de Allan Kardec, tendo gerado célebres embates doutrinários na própria França, onde Gabriel Delanne foi um dos autores que mais lutou para que as bases Kardequianas não fossem deturpadas.

 Portanto, historicamente, a obra de Roustaing foi muito mais analisada do que a obra de Ubaldi. Assim sendo, as evidentes incoerências roustainguistas foram exaustivamente explicitadas à luz da Codificação Espírita por Espíritas Renomados, tais como J. Herculano Pires, Júlio Abreu Filho, Luciano Costa, Nazareno Tourinho, entre outros. Estudo desse teor não foi desenvolvido em relação às limitações da obra ubaldista. Dessa forma, encarar Ubaldi como uma nova vertente desse corpo de idéias, seria fornecer um novo fôlego à cisma que atormenta o movimento espírita desde o século XIX. Essa realidade seria uma tentativa de dar amparo às teses anti-espíritas de Roustaing, uma vez que os routainguistas não conseguem manter os fracos argumentos de sua “obra máter”. Realmente, o que mais os roustainguistas tem feito é tentar associar, muitas vezes de forma indébita, a figura de espíritas ilustres do passado ao roustainguismo, pois eles não têm logrado apresentar, de forma eficaz, argumentos sólidos para defender “Os Quatro Evangelhos”.

O método de análise do conteúdo da obra preconizado por Allan Kardec deixa claro que o conteúdo da mensagem está sempre em primeiro lugar, em termos de prioridade de avaliação. Em segundo lugar, estaria o caráter moral do médium que trouxe a obra de origem espiritual. Por último, o nome do autor espiritual. Poderíamos extrapolar a análise do caráter moral do médium para o caráter do moral do escritor encarnado, quando a obra não se tratar de produção mediúnica.  De forma similar, poderíamos também expandir a questão do nome do autor espiritual aos nomes de confrades ilustres que apoiaram ou apóiam, por quaisquer motivos, obras claramente contrárias à codificação, uma vez que todos os indivíduos, por mais ilustres e respeitáveis que sejam suas contribuições, podem, eventualmente, cometer algum erro pontual.  A opinião pessoal, por mais meritória que seja o portador da idéia, não é, necessariamente, indicativo de Verdade.

De qualquer maneira, fomentando essa fusão de obras cismáticas, os roustainguistas poderiam captar um bom número de discípulos de Ubaldi, os quais, eventualmente, poderiam não ser adeptos de Roustaing, ou mesmo ser anti-roustainguistas, visto que as obras, apesar de pontos convergentes, também apresentam significativas diferenças.

Na verdade, os Roustainguistas têm necessidade de escorar as incoerências da obra de J.B. Roustaing em outros autores que possam minimamente corroborar suas opiniões, por mais frontalmente opostas a Allan Kardec sejam essas idéias. Além disso, a própria obra “Os Quatro Evangelhos” de J. B. Roustaing se autodenominava uma iniciação conceitual, que seria continuada, aprofundada e ratificada por uma obra subseqüente. De fato, essa obra nunca veio ao mundo, nem pela médium Emilie Collignon, nem por Roustaing ou algum de seus seguidores.  Obviamente, essa ausência criou um problema para os Roustainguistas, pois a “Revelação da Revelação” não poderia ter se equivocado na sua previsão de continuidade. Essa previsão de uma obra “definitiva”, aliada à lenta e gradual decadência da divulgação roustainguista no movimento espírita brasileiro, levou alguns líderes roustainguistas a elegerem a obra de Pietro Ubaldi como a referida obra continuadora de “Os Quatro Evangelhos”.  De fato, ambas defendem a tese anti-Kardecista da Queda Espiritual. Aliás, não deixa de ser curiosa tal associação, pois Ubaldi, à semelhança de Roustaing, demonstrou uma vaidade desmedida. Talvez Ubaldi, em matéria de vaidade, tenha até superado Roustaing, pois jamais se considerou espírita ou vinculado ao movimento espírita, desejando, desde sempre, criar um movimento próprio. De qualquer maneira, tal postura egocêntrica não deixa de apresentar certa coerência, uma vez que ele não disse que era uma coisa que não correspondia à realidade, ou seja, nunca afirmou ser adepto da Doutrina Espírita. Pelo contrário, manteve sérias críticas à Doutrina Espírita. Em todo caso, Ubaldi teve uma atitude de menor contradição, pois Roustaing coloca a Obra “Os Quatro Evangelhos” como Obra Espírita, apesar dela contradizer fortemente vários princípios básicos da Codificação.

Por outro lado, é muito significativo e sintomático constatar o fato dos roustainguistas elegerem a obra de um autor que nunca se considerou espírita como a continuação e, principalmente, o desenvolvimento da obra de Roustaing. Ora, se “Os Quatro Evangelhos” de J. B. Roustaing fosse mesmo uma obra espírita, não seria de se supor que sua continuação e seu respectivo desenvolvimento fossem consolidados por um grande autor verdadeiramente espírita?!

Essa “eleição” de Pietro Ubaldi ocorre justamente por ser impossível a correlação do conteúdo de grandes autores espíritas como André Luiz, Joanna de Ângelis, Manoel Philomeno de Miranda, entre outros, com as idéias exaradas na obra “Os Quatro Evangelhos” de J. B. Roustaing.

Ademais, Ubaldi jamais se considerou Roustainguista e, o que é mais sintomático, segundo alguns biógrafos, não teria nem mesmo conhecido a obra de Roustaing. Ora, o grande continuador e ampliador de uma obra, que supostamente seria “um curso avançado de Espiritismo”, conforme alguns Roustainguistas apregoam, não teria notícia da existência da obra de seu predecessor? Este fato, por si só, já constata o quanto essa ligação entre eles é artificial. Essa correlação foi forjada, de certa forma indebitamente, por roustainguistas ansiosos por uma tentativa de revitalização de propostas que não têm sustentação doutrinária dentro do Espiritismo. Assim são as falácias roustainguistas, uma verdadeira colcha de retalhos de informações e subterfúgios, fazendo lembrar as incoerências do catolicismo. De qualquer maneira, admitindo essa possibilidade pouco provável de que ambas as obras sejam complementares, seria de se espantar o fato do planejamento da Espiritualidade Superior ser tão caótico, pois Ubaldi, sendo, a priori, tão relevante para o desenvolvimento e validação das teses da “Revelação da Revelação”, não teve em sua longa jornada carnal de 85 anos um contato mínimo com “Os Quatro Evangelhos”. Os nossos mentores espirituais estariam tão perdidos que não viabilizariam o acesso do “grande continuador” à obra de seu “precursor”?! Vale lembrar que, em princípío, Pietro Ubaldi teria sido portador de uma mediunidade ostensiva, o que seria uma oportunidade a mais para que esse autor fosse inspirado a conhecer uma obra tão importante para o desenvolvimento de sua própria missão. E isso não ocorreu. Por outro lado, podemos levantar a hipótese que Ubaldi tenha sido inspirado a conhecer a obra de Roustaing, mas tenha rejeitado fazê-lo em função do seu livre-arbítrio. Neste caso, questionaríamos a razão para tal procedimento. Ubaldi estaria rejeitando “a Revelação da Revelação” por considerar que ela não seria tão reveladora assim?! Neste caso, quem estaria equivocado?! Ubaldi ou Roustaing? Ou ambos? A Verdade é uma só, mas as visões distorcidas da realidade são muitas, o que torna perfeitamente possível dois autores equivocados discordar mutuamente de seus respectivos pontos de vista.

Roustaing e/ou seus “Orientadores Espirituais” repetem exaustivamente ser a obra “Os Quatro Evangelhos” a “Revelação da Revelação” ou “A Nova Revelação”, além de “Espiritismo Cristão”. Como se não bastasse, Roustainguistas fanáticos de nossa Pátria chegaram a afirmar categoricamente ser a Obra de Roustaing “um curso avançado de Espiritismo”, enfatizando que “quem não aceita Roustaing, não pode ser considerado espírita”. Ora, será que Léon Denis, Gabriel Delanne e Camille Flammarion e tantos outros não podem ser considerados espíritas?! E o que é pior, será que Allan Kardec não pode ser considerado espírita?! Afinal, nenhum deles aceitava a Obra de Roustaing.

A correlação dos conteúdos elaborados por autores espirituais e encarnados para um estudo em conjunto não é, de forma nenhuma, uma atitude reprovável. Entretanto, a união de dois grupos cismáticos, que se consideram espíritas, para manter e divulgar idéias que atrapalham o desenvolvimento doutrinário de nosso movimento consiste em atitude de grave responsabilidade espiritual.

Leonardo Marmo Moreira

13/03 - Frase do dia


Os conflitos inerentes aos teus problemas íntimos surgem em tua caminhada. É natural que apareçam, devido às debilidades que trazes contigo. No entanto, conhecendo-te a ti mesmo, descobres logo esses distúrbios, entendendo o ser que és, melhorando-te mais e mais.

Da obra Meditações Diárias

Pelo espírito Irmã Scheilla. Wellerson Santos

terça-feira, 12 de março de 2013

12/03 - Frase do dia

Nem solidão, nem abandono. A Providência Celestial prossegue velando...

Da obra Fonte Viva
Pelo espírito Emmanuel. Francisco C. Xavier

segunda-feira, 11 de março de 2013

11/03 - Frase do dia

Mantenhamos, pois, a confortadora certeza de que toda tempestade é seguida pela atmosfera tranquila e de que não existe noite sem alvorecer.

Da obra Fonte Viva
Pelo espírito Emmanuel. Francisco C. Xavier

Ensinos de Jesus

Entre as lições que Jesus nos trouxe encontramos o perdão. Certamente todos nós já devemos ter ouvido a célere frase "perdoai 70 x 7". Essa afirmação não quer dizer para a gente fazer as contas e perdoar quantitativamente de acordo com o resultado exato desta multiplicação, mas sim para perdoarmos muitas vezes, ou para ser mais "específico", infinitamente. É que a expressão "perdoai 70 x 7" está de acordo com costumes e hábitos da época antiga, quando a multiplicação dos valores 70 x 7 representavam uma quantidade muito grande. Assim, entendemos que a expressão "perdoai 70 x 7" tem por objetivo nos passar a mensagem de que devemos perdoar sempre. Afinal, quem somos nós para julgar outras pessoas, considerando nossas imperfeições tão recorrentes? Lembremos da passagem bíblica em que Jesus encontra o povo querendo o apedrejamento de uma mulher na praça pública da cidade de Carfanaum, acusada de adultério.  Diante de tal cenário, nosso Mestre asseverou: "Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado". E assim, o povo se dispersou. E Jesus, modelo e guia para toda a humanidade deu exemplo de compreensão e de não julgar ao próximo, dizendo à mulher, após auxiliá-la a se levantar: "Vais e não peques mais".



Fiquemos com este exemplo de Jesus em nossos corações, e diante da dificuldade para perdoar oremos e peçamos sinceramente a Deus que nos ampare e fortaleça para que possamos viver em sintonia com a Harmonia Divina.

domingo, 10 de março de 2013

Oficina de Contação de História para Evangelização.


Escrevemos para convidar a todos para a "Oficina de Contação de História para a Evangelização Infanto-Juvenil, que acontecerá dia 07 de abril de 2013 no Centro Espírita Caminho da Paz.

O Coordenadora da atividade irá abordar técnicas para aplicação do lúdico na Evangelização Espírita. A oficina  será ministrada pela pedagoga e professora Ana Paula Medeiros , que atua com contação de histórias transmitindo valores e conhecimento através do fantástico mundo das fábulas - capaz de encantar crianças, jovens e adultos. O evento tem como foco reunir os tarefeiros e as demais pessoas interessadas na Evangelização Espírita Infantojuvenil.

Nós contamos com sua presença! Sua participação é importante! Mesmo que você não trabalhe com a Evangelização Infantojuvenil poderá um dia ajudar na organização de alguma atividade para a área ou multiplicar as informações que receber durante o evento.

10/03 - Frase do dia

Não te esqueças de, quando elevares o teu pensamento em torno da oração agradecer pelo dom da vida e pela oportunidade ímpar que está sendo concedida a ti, para que possas galgar patamares da evolução.

Da obra Meditações Diárias

Pelo espírito Irmã Scheilla. Wellerson Santos

sábado, 9 de março de 2013

Ei Jovem!


Ei jovem! Que tal pensar um pouco sobre como reagimos diante das relações sociais que estabelecemos com aqueles que estão ao nosso redor? Muitas vezes nós ouvimos coisas que podem nos desagradar., não é mesmo?

Sem dúvida, isso acontece com todos nós. Nesses casos, lembremos que todos somos espíritos imperfeitos, e que por isso precisamos de compreensão. Tenhamos tolerância e respeito às opiniões divergentes das nossas. As pessoas não precisam pensar da mesma maneira que a gente. Cada um de nós enxerga as coisas de acordo com as experiências que possui e com o que pôde conquistar através do aprendizado. Estar bem diante dos acontecimentos de nossos cotidianos dependerá somente de nós mesmos, porque problemas podem existir, mas sofrer com eles depende de como lidamos com isso no dia-a-dia. 

Você concorda? Sim? Não? Nós gostaríamos de ouvir sua opinião! Venha compartilhar com a gente de seu ponto de vista! Venha participar do nosso grupo de jovens espíritas. Nossos encontros acontecem todos os sábados, de 17:00 hs às 18:30 hs, em nossa sede, que fica na Rua Paulo Freitas, 312 - Fábricas - São João del-Rei. Aguardamos sua visita!


quinta-feira, 7 de março de 2013

07/03 - Frase do dia

Não desanimes na tua estrada. O caminho é longo, os campos desérticos, mas Deus coloca diversos oásis em tua estrada que dessedentam a tua sede. Sabe enxergar em tua vida a Misericórdia Divina e agradece sempre!

Da obra Meditações Diárias
Pelo espírito Irmã Scheilla. Wellerson Santos

quarta-feira, 6 de março de 2013

Influência anímica no fenômeno mediúnico: A inspiração nas artes e nas ciências


                Allan Kardec e Alexander Aksakof (autor de “Animismo e Espiritismo”) estabelecem que não existe fenômeno mediúnico 100% puro, ou seja, sem nenhuma participação e/ou influência por parte médium, o que é conhecido com fenômeno anímico ou animismo. Isto ocorre, pois o fenômeno mediúnico basicamente consiste em um fenômeno telepático, pressupondo, portanto, uma passagem (uma “decodificação”) da mensagem por parte da mente do médium. Vale registrar que isso é aplicável inclusive aos chamados médiuns inconscientes.
                Portanto, podem existir fenômenos paranormais totalmente anímicos, mas não podem existir fenômenos paranormais totalmente mediúnicos, sem uma participação, mínima que seja, de uma contribuição anímica por parte do médium.
                Em “O Livro dos Médiuns”, Allan Kardec e a falange do Espírito de Verdade nos ensinam que um Espírito que envie uma mensagem em alemão para um médium francês (ou brasileiro, ou de qualquer outra língua nativa diferente do alemão) somente conseguirá enviá-la se o médium dominar o idioma alemão ou se tiver tido contato com o idioma alemão em outra encarnação. Caso contrário, o fenômeno só é possível se o Espírito soletrar a mensagem ou se houver perfeita e total afinidade espiritual entre o Espírito comunicante e o médium, o que é raríssimo em nosso mundo, em concordância com elucidação de Veneranda no capítulo 37 (intitulado “A Preleção da Ministra”) da obra “Nosso Lar”, de André Luiz.
                E um analfabeto?! Pode psicografar?! A resposta é sim. Aliás, Dona Yvonne do Amaral Pereira afirma, na obra “Devassando o Invisível”, que analfabetos podem trazer mensagens belíssimas. Entretanto, o fenômeno também é raríssimo, pois além da necessidade das estruturas básicas intelectuais por parte do médium (como é o caso do vocabulário, por exemplo), o Espírito comunicante necessita vencer as resistências físicas da mão do médium, a qual não é acostumada a escrever. Desta forma, assim como uma criança que esteja aprendendo a escrever tem dificuldades mecânicas no processo escrevente, o médium analfabeto também terá limitações para manejar o lápis e/ou a caneta. Desta forma, o fenômeno mediúnico em questão acabará sendo um fenômeno misto, envolvendo tanto efeitos intelectuais como efeitos físicos.
                Em “Devassando o Invisível”, no terceiro capítulo, o Espírito Chopin (que o Espírito Charles, mentor espiritual de Yvonne Pereira, afirma ser o mesmo Espírito que viveu como Ovídio, poeta romano, e Rafael Sânzio, pintor renascentista) pede que Dona Yvonne procure um professor de música para que ela desenvolva alguma bagagem nessa área para que ele, Chopin, pudesse enviar mediunicamente algumas músicas através da mediunidade de Dona Yvonne. Infelizmente, em função de um número enorme de outros compromissos e tarefas, Dona Yvonne não pode atender ao pedido. De qualquer forma, este caso demonstra a necessidade de bagagem intelectual por parte do médium para receber a mensagem mediúnica.
De fato, o próprio Chico Xavier afirma, no famoso “Pinga-fogo” de 1971, que Augusto dos Anjos declamava para ele, durante o dia, as poesias (mediunidade de audiência) que enviaria por psicografia na reunião da noite. Esta espécie de treinamento preparatório ocorria a fim de familiarizá-lo como o vocabulário e com a estrutura que seria utilizada em cada texto, para que, dessa forma, Chico “filtrasse” melhor a mensagem. Entretanto, o próprio Chico revela que não conseguiu filtrar totalmente o vocabulário de Augusto dos Anjos. A poesia foi publicada, mas Chico Xavier explica que ela era mais bonita na versão original do mundo espiritual.
Dona Yvonne Pereira também foi avaliada por Victor Hugo a fim de ser médium desse escritor espiritual para a redação de romances. No entanto, ele considerou que, na ocasião, ela não tinha as condições necessárias para a transmissão do estilo dele e passou a tarefa para Charles, ou seja, Victor Hugo contou a história para Charles e Charles transmitiu para Dona Yvonne. De fato, como Victor Hugo é um autor altamente reconhecido na Crosta terrena, se ele transmitisse um romance sem o seu estilo característico, a falta de coerência estilística seria negativa como evidência da imortalidade da alma. Nesse caso, ele preferiu transmitir a mensagem para Charles e Charles que tem maior afinidade espiritual e sintonia com Dona Yvonne (além de não ter a notoriedade de Victor Hugo como autor encarnado), poderia contar a história com conteúdo e beleza, mas sem a obrigação de reprodução estilística para evidenciar a imortalidade da alma, o que ocorre sempre em se tratando de nomes que ganharam notoriedade quando encarnados.
Por conseguinte, fica evidente que não somente a bagagem moral do médium mas também as conquistas intelectuais são fundamentais para uma excelente transmissão de obras de elevado conteúdo espiritual. Isso reforça a necessidade do médium se moralizar e se intelectualizar, crescendo culturalmente para ser um instrumento mais afinado a serviço do bem.

Leonardo Marmo Moreira

06/03 - Frase do dia

O egoísmo e o orgulho são dois corredores sombrios, inclinado-nos, em toda parte, ao vício e à delinquência, em angustiantes processos obsessivos, e só o bem é capaz de filtrar com lealdade a Inspiração Divina, mas para isso, é indispensável não apenas admirá-lo e divulgá-lo; acima de tudo, é preciso querê-lo e praticá-lo com todas as forças do coração.

Da obra Seara dos médiuns
Pelo espírito Emmanuel. Francisco C. Xavier

terça-feira, 5 de março de 2013

05/03 - Frase do dia

Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.

De O Evangelho Segundo O Espiritismo

segunda-feira, 4 de março de 2013

04/03 - Frase do dia

A paz de espírito é alcançada a partir do momento em que tu te conscientizes do trabalho, afines com a tarefa que deves empreender em tua vida realizando-a da melhor forma possível, a fim de adquirir a consciência tranquila. Só possui paz interior aquele que está com o seu dever cumprido.

Da obra Meditações Diárias
Pelo espírito Irmã Scheilla. Wellerson Santos

Ensinos de Jesus


“Nem todos os que dizem Senhor, Senhor entrarão no reino do céu.” Essa afirmativa evangélica significa que não basta dizer “sou cristão”, pois “reconhece-se o verdadeiro cristão pelas suas obras”. Em outras palavras, talvez seja possível afirmar que não basta dizer da boca para fora que se crê, se a fé for morta. É necessário que expressemos nossa fé em ações. Outra célebre frase confirma essa afirmação é: “Fora da Caridade não há salvação”. E o que é a Caridade se não o amor em ação? Os Espíritos Superiores nos ensinaram em  O Livro dos Espíritos o sentido da palavra caridade, tal como Jesus a entendia: “Benevolência para com todos, indulgência com as imperfeições alheias, e perdão das ofensas”. Benevolência é ter boa vontade. Indulgência é tolerar (mas essa tolerância não deve ser entendido como passar a mão na cabeça).  E perdão é virtude filha do amor.

Dessas observações podemos concluir que é necessário mais do que dizer “Senhor, Senhor!” É necessário colocar em prática os ensinos de Jesus para nos tornarmos pessoas renovadas, inspiradas pela sintonia maior com os desígnios de Nosso Pai Celestial.

sexta-feira, 1 de março de 2013

01/03 - Frase do dia

O caráter, o amor, a fé, a paciência, a esperança, representam conquistas para a vida eterna, realizadas pela criatura, com o auxílio santo do Mestre.

Da obra Pão Nosso
Pelo espírito Emmanuel. Francisco C. Xavier